O que faz o Terapeuta da Fala?

O Terapeuta da Fala pode fazer a diferença!

O que faz o Terapeuta da Fala?

Perdi a conta das vezes em que ouvi dizer “És Terapeuta da Fala, então ensinas as pessoas a falar!”. Ser Terapeuta da Fala é muito mais que isso e o nome engana!

“O Terapeuta da Fala avalia e intervém em indivíduos de todas as idades, desde recém-nascidos a idosos, tendo por objectivo geral optimizar as capacidades de comunicação e/ou deglutição do indivíduo, melhorando, assim, a sua qualidade de vida” (ASHA, 2007).

Quando será necessário recorrer a um Terapeuta da Fala? Em que domínios?

Comunicação: sempre que a pessoa tenha dificuldade em interagir com os outros, seja de forma verbal (oral ou escrita) ou não-verbal (expressões faciais, corporais);

Linguagem: sempre que a pessoa tenha dificuldade em compreender ou fazer passar uma mensagem, de forma verbal oral ou escrita; alterações que podem comprometer um ou mais domínios linguísticos: fonológico, morfológico, sintáctico, semântico e/ou pragmático;

Articulação: sempre que acontecem trocas de sons, distorção ou omissões de sons durante a fala; para uma correta articulação dos sons, é necessário que exista um equilíbrio na coordenação dos movimentos neuromusculares orais. Uma perturbação dos sons da fala pode ter origem em factores fonéticos (articulação), fonémicos (cognitivo-linguístico), estruturais (craniofacial), percetuais ou neuro-motores.

–  Voz: sempre que a pessoa tenha algum tipo de alteração vocal, por exemplo, rouquidão, quebras na voz (disfonia), ausência de voz (afonia) ou sempre que a pessoa queira aperfeiçoar a sua técnica vocal (profissionais como professores, cantores, oradores); uma disfonia, pode ter origem orgânica (alteração de estruturas, por exemplo, nódulos ou pólipos nas cordas vocais) ou funcional (mau uso e abuso vocal) e pode ser permanente ou transitória;

Fluência: quando a pessoa tem dificuldade em falar com facilidade, encadear sons, sílabas, palavras e frases na linguagem oral; a disfluência é uma condição multifatorial, com uma componente neurobiológica que afecta a forma como o cérebro processa a fala. Caracteriza-se por descontinuidades no discurso, alterações na velocidade de fala, desconforto e inibição comunicativa. Em casos de gaguez podemos presenciar bloqueios, omissões, repetições, prolongamentos de sílabas e/ou pausas excessivas;

Motricidade orofacial: quando estamos perante um desequilíbrio do sistema estomatognático, nomeadamente alterações nos músculos orofaciais e suas respetivas funções: respiração, sucção, mastigação, deglutição, fala, mímica facial, entre outras.

Deglutição: quando há dificuldade em mastigar e/ou engolir – disfagia; esta pode ser de etiologia neurológica ou mecânica, e pode comprometer a deglutição em qualquer uma das suas fases: oral, faríngea ou esofágica.

 

Com que população trabalha o Terapeuta da Fala?

Esta é uma profissão que pode ajudar pessoas de todas as idades, nomeadamente:

– recém-nascidos, onde se presenciam por vezes alterações a nível da alimentação (sucção, deglutição) e/ou interação com terceiros;

– crianças, com alterações de articulação, linguagem, leitura e escrita;

– adultos com alterações adquiridas por lesão neurológica (doenças degenerativas, AVCs, demências) ou profissionais que recorrem muito à voz no seu dia-a-dia (professores, cantores, entre outros);

– pessoas idosas com alterações da comunicação e/ou deglutição.

Joana Carvalho, Terapeuta da Fala na Clínica da Praça Velha.

Logo da Clínica da Praça Velha

Fontes:

ASHA: American Speech-Language-Hearing Association

SPTF: Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala (SPTF)

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